Policia Civil

13/06/2017

Polícia Civil elucida morte de professor em Curitiba

A Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP) elucidou o crime que vitimou o professor Flávio Laureth Ávilla, de 53 anos. Ele estava desaparecido desde a última terça-feira (6) e foi encontrado morto no sábado (10). Duas pessoas, entre elas um adolescente de 17 anos, foram autuados por latrocínio e ocultação de cadáver.

De acordo com a polícia, Gabriel Mateus Belinski, de 21 anos, conheceu a vítima através de um amigo em comum. Após trocar várias mensagens resolveram marcar um encontro, na casa de Belinski, no bairro Boqueirão, em Curitiba. Chegando na residência, a vítima estacionou o carro e entrou. No local também estava o adolescente.

“Belinski efetuou várias facadas na vítima, que morreu no local. O adolescente ajudou na limpeza. Desesperados, resolveram ocultar o cadáver do professor em um lugar de difícil acesso. Foi quando tiveram a ideia de enrolar o corpo em um lençol e em um cobertor, colocá-lo dentro de um sofá (para despistar a vizinhança) e levar para o porta-malas do carro da vítima”, falou o delegado-titular da Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP), Fábio Amaro.

O delegado conta que a dupla ocultou o corpo em matagal, próximo à BR-277 (que liga Curitiba ao Litoral). Após jogarem o corpo da vítima, seguiram até Morretes, onde retornaram pela Estrada da Graciosa, para não levantar suspeita no posto de fiscalização.

INVESTIGAÇÕES – A Polícia Civil chegou até o suspeito após denúncias de que Belinski estaria dirigindo o carro da vítima. Seguindo as diligências, uma equipe policial foi até a casa do suspeito, onde a esposa dele confirmou aos policiais que o marido estava dirigindo um carro daquele modelo, porém alegou ser locado.

Na delegacia, após o depoimento da esposa, Belinski resolver falar sobre a participação dele no crime. A ideia era roubar cerca de R$ 1,5 mil que a vítima tinha dentro do carro, além de vender o veículo. De acordo com a equipe policial, Belinski tem envolvimento com furto de veículo no Estado de Santa Catarina.

O suspeito não forneceu detalhes sobre o crime. Ele levou uma equipe policial até o local em que o corpo foi jogado e falou da participação de um adolescente.

O jovem de 17 anos foi ouvido na delegacia acompanhado de advogado. “Ele confessou a participação no crime ao auxiliar na limpeza do local, até mesmo na ocultação do cadáver. Ele disse que receberia R$ 300 pelo serviço”, comentou o delegado.

Durante as diligências, uma equipe da Delegacia de Proteção à Pessoa, unidade da DHPP, foi até a casa de Belinski, onde encontraram a arma utilizada no crime, os documentos pessoas da vítima, os óculos de grau, o relógio, pastas de trabalho, além das roupas e do tênis do professor. “Belinski ateou fogo nos objetos, porém, algumas coisas ficaram intactas”, ressaltou Amaro.

Belinski foi autuado em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver e por latrocínio. Se condenado, poderá pegar de 20 a 30 anos de reclusão. O adolescente responderá por ato infracional relacionado aos mesmos crimes. Ambos estão à disposição da Justiça.

O CARRO – Já o veículo da vítima, um Renault Captur, foi encontrado em Campo do Tenente, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a 67 quilômetros da capital. Foram presos pai e filho que estavam com o carro, na noite de domingo (11), por uma equipe da Polícia Militar. O carro estava sem as placas. A dupla responderá pelo crime de receptação. O carro foi encaminhado para perícia.
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