Polícia Civil

10/03/2010

Exame de DNA comprova morte de menino desaparecido em 1990

Policiais do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) através de exame realizado pelo Instituto de Criminalística comprovou que o DNA da ossada encontrada nas proximidades da Fazenda São Jorge, em Roncador, é compatível com a mãe de Leandro Correia, que era tido como desaparecido desde 1990. A criança estava na lavoura na companhia da mãe e do padrasto quando desapareceu. Mesmo com o inquérito policial sendo arquivado pela Justiça quatro anos depois, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) prosseguiu na investigação. Agora, o caso pode ser reaberto pela Justiça

Policiais do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) conseguiram comprovar, através de exame de DNA feito pelo Instituto de Criminalística, a morte de um menino procurado pela polícia desde 1990. Leandro Correia desapareceu em 22 de maio de 1990, quando tinha três anos de idade, na cidade de Roncador, a 100 quilômetros de Campo Mourão. A polícia prosseguiu com as investigações mesmo depois do arquivamento do inquérito pela Justiça e conseguiu comprovar agora que ossos encontrados próximos à região do crime logo após o desaparecimento são mesmo da criança. Os ossos foram encontrados em uma região próxima a Fazenda São Jorge, onde a criança foi vista pela última vez.
Segundo a delegada titular do Sicride, Ana Claudia Machado, os ossos foram submetidos a exame pericial logo que foram encontrados, mas na época o exame de DNA ainda não era uma realidade. De acordo com as investigações, a criança estava na lavoura com a mãe Djanira dos Santos Correia e com o padrasto Pedro Alexandre quando desapareceu. Após a realização de diversas diligências, o inquérito policial foi arquivado pela Justiça em 1994.
“Apesar disso, o Sicride continuou investigando o caso e agora com os avançados exames que podemos fazer na Criminalística comprovamos que os ossos encontrados eram compatíveis com o DNA da mãe da criança”, afirmou.
A delegada ainda explicou que agora cabe à Justiça decidir se reabre o caso para que a polícia possa então investigar as causas da morte da criança. “Nós vamos encaminhar um relatório sobre as novas descobertas, juntamente com o laudo do Instituto de Criminalística para o Fórum local, já que se tratava de um inquérito arquivado. Agora é da Justiça a decisão sobre a continuidade das investigações”, explicou.
Ana Claudia Machado disse que, mesmo com o arquivamento dos casos, o Sicride não deixa de investigar o paradeiro das crianças desaparecidas no Paraná. “Com a elucidação deste caso fica a certeza de que o Sicride continua investigando independentemente do tempo em que o fato ocorreu, mantendo a excelência da delegacia que é pioneira e exclusiva em todo o país”, declarou.
Na tarde desta quinta-feira (04), uma equipe de policiais do Sicride juntamente com a delegada Ana Cláudia e a psicóloga da delegacia visitaram a mãe de Leandro para relatar sobre a confirmação da morte do menino. “A mãe ainda reluta em acreditar, mas é uma atitude comum nesses casos onde a esperança da família nunca morre. De qualquer maneira, estamos tentando ajudá-la com a psicóloga da nossa delegacia que é especialista em atender pessoas nestas situações de dor e tristeza”, disse.
Índice de casos resolvidos - O Sicride foi criado em 1996 e desde a sua criação foram registrados 1.176 casos de crianças desaparecidas, sendo que 1.166 foram resolvidos, índice de 99%. De acordo com a polícia cerca de 70% desses casos são de crianças que fugiram de casa e cerca de 30% são infrações penais como homicídio, sequestro e sonegação de incapaz.


Fonte: Sicride
Edição: Almeida

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