Polícia Civil

29/07/2010

Crimes Modernos - Polícia Civil gaúcha cria delegacia de crimes virtuais (Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos)

Delegacia especializada em crimes virtuais recebe denúncias via Twitter

iO Rio Grande do Sul agora tem uma delegacia especializada em crimes virtuais. Com o aumento de delitos desse tipo no Brasil e, também, na região, a Polícia Civil do estado, como parte do plano de reestruturação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), criou, em 2006, a Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI), que foi instalada na última semana. A sede funcionará no prédio do Deic, em Porto Alegre, e as denúncias poderão ser feitas via web, pelo e-mail ou twitter da divisão.

O responsável pela DRCI do Rio Grande do Sul é o delegado Émerson Wendt, que dirige a Divisão de Assessoramento Especial do DEIC e coordena o curso de Inteligência Policial, na Academia de Polícia Civil (Acadepol). Segundo ele, as investigações terão como foco a análise de domínios e a origem de e-mails, que são as principais fontes de fraude.

Além dos comuns delitos relacionados a fraudes bancárias e com cartões de crédito, a delegacia investigará, também, casos de crimes contra a honra (calúnia, injúria e difamação) e ameaças. O delegado, inclusive, lembra que as redes sociais ainda são um “grave vetor” de crimes desse tipo.

A delegacia recebe denúncias pelo e-mail drci@pc.rs.gov.br, pelo Twitter www.twitter.com/drci_rs e, de acordo com Wendt, a divisão planeja a criação de uma página para denúncias online.

No Brasil
Hoje, no Brasil, há poucas delegacias especializadas em crimes virtuais. Mas as já instaladas estão habilitadas para receber denúncias de qualquer parte do Brasil. De acordo com o site Safernet.org.br, especializado em prevenção de fraudes virtuais, além do Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Paraná também possuem divisões próprias para investigações de cibercrimes. Para ver os endereços e canais de contato das delegacias, clique aqui (http://www.safernet.org.br/site/prevencao/orientacao/delegacias).
No Paraná.
Polícia Civil - Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber)
Rua José Loureiro, 376, 1º Andar, sala 1, Centro, Curitiba/PR
CEP: 80010-000
Telefone: (0xx41) 3323 9448
E-mail: cibercrimes@pc.pr.gov.br


Crimes Modernos
Pedro Augusto Zaniolo

Crimes virtuais geram mais dinheiro do que o narcotráfico, diz PF

1Segundo perito de informática da Polícia Federal, bancos são os mais atingidos.
Hackers utilizam provedores de vários países para dificultar rastreamento de e-mails.
O narcotráfico é uma das atividades ilícitas mais violentas e que também dão mais dinheiro em todo o mundo. Mas uma outra modalidade criminosa está gerando quantias maiores sem que o criminoso precise usar fuzis e granadas: o crime cibernético.
A informação é do perito da Polícia Federal e presidente da Associação Brasileira de Especialistas em Alta Tecnologia (Abeat), Paulo Quintiliano, com base em informações do Banco Mundial.
Sem especificar os lucros gerados pelos dois tipos de crimes, Quintiliano explicou que as principais vítimas dos “assaltantes virtuais” são as instituições financeiras, que perdem milhões de dólares todos os anos.
“Os hackers acabam atacando as instituições financeiras através do elo mais fraco da corrente, que são os correntistas, pegando as senhas bancárias durante uma transação online. Não existe um sistema de segurança 100% seguro”, disse.
Quintiliano esteve presente na manhã desta terça-feira (20) no Centro do Rio para participar da coletiva sobre o 5º Congresso Internacional de Perícias em Crimes Cibernéticos (ICCyber 2008), que será realizado em setembro.
Golpe pode envolver vários continentes
Para conseguir roubar grandes quantias sem serem localizados, os hackers muitas vezes utilizam provedores de vários países para dificultar o rastreamento das transações, segundo explicou o perito da PF.
“Por exemplo, um hacker dos Estados Unidos manda um e-mail para um brasileiro indicando um falso site, que está hospedado em um provedor da China. Se o brasileiro acessar o site, poderá ter suas informações roubadas, que podem ser enviadas para um provedor da Europa. Como envolve vários países, fica difícil promovermos uma investigação. Teria que envolver a polícia de vários países”, disse.
Uma outra grande dificuldade encontrada pela polícia federal para prender estes criminosos é a falta de legislação aqui no Brasil. “Se uma pessoa apenas invadir um computador, sem causar nenhum tipo de dano, ela não pode ser presa porque não existe lei que condene este invasor”, disse. 
Dório Victor
Do G1, no Rio

Fonte:
Clipping de notícias de: | Crimes Modernos  e G1
Edição: Picussa

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