V - Polícia Civil

17/09/2010

Em investigação conjunta, Polícia civil de Realeza e Ministério Público, prendem gerente de motel por exploração sexual

A Operação, que contou com policiais civis de Realeza, Salto do Lontra, Francisco Beltrão e Ministério Público de Realeza, se iniciou no início da tarde de ontem (16/09/2010), tendo terminada no final da noite

 A gerente do Motel DESEJOS (localizado na Rodovia Pr 182, entre as cidades de Realeza e Ampére) foi presa em flagrante delito por Favorecimento à Prostituição e Manter Casa de Prostituição (artigos 228, “caput” e 229, ambos do Código Penal). As primeiras informações de que o proprietário do citado Motel estaria explorando sexualmente várias mulheres de várias cidades do Sudoeste do Paraná começaram a serem colhidas pelo Ministério Público da comarca de Realeza, pela Doutora Fernanda da Silva Soares.
Após reunião entre os representantes do Ministério Público local e da Polícia Civil (o Delegado Matheus Araújo Laiola), foi estabelecida a linha de investigação a ser traçada para verificar a procedência das informações. Com o auxílio do Poder Judiciário, o proprietário do Motel passou a ser monitorado 24 horas por dia, há semanas. Em poucos dias, confirmou-se o que era esperado.
presa
O proprietário (e a gerente, de nome Salete Fátima da Silva) do Motel diariamente aliciava/facilitava inúmeras mulheres de várias cidades do Sudoeste do Paraná para a exploração sexual, utilizando o citado Motel como local de prostituição. Era tudo extremamente organizado. As pessoas ligavam para o proprietário do Motel (ou para o Motel; nesse caso, grande parte da negociação era feita por meio da Salete Fátima da Silva) procurando garotas de programa. O proprietário dizia quais mulheres estavam disponíveis e o cliente escolhia, tendo que fazer o programa sexual no Motel Desejos. Quando necessário, o proprietário passava na casa das garotas de programa para levá-las até o Motel, para lá realizarem os programas sexuais.
delegado
De acordo com o Delegado, “quando chegamos no local, imediatamente foi dado voz de prisão à Salete (gerente do Motel), sendo que foram encontradas 06 garotas de programa, à espera de clientes. Após alguns instantes, os clientes foram chegando no Motel, sendo todos encaminhados para a Delegacia para serem colhidas suas versões. As garotas de programa, bem como a maioria dos clientes, confirmaram que o Motel servia de ponto de encontro para prostituição”.  Ainda segundo o Delegado, “O proprietário do Motel não estava no local quando chegamos. Após alguns instantes, o mesmo compareceu espontaneamente, acompanhado de um advogado. Como a apresentação espontânea impede a Prisão em Flagrante, não foi dado voz de prisão a ele. Imediatamente eu representei pela prisão preventiva em desfavor dele. Além do pedido de prisão preventiva confeccionado por mim, a Ilustre Promotora de Justiça da comarca de Realeza também requereu a prisão preventiva dele, sendo que tais pedidos (o do Delegado e da Promotora de Justiça) serão analisados, em caráter de urgência, pelo Juiz de Direito da comarca de Realeza”. As garotas de programa confirmaram que o proprietário e a gerente do Motel eram os responsáveis pelo agendamento dos programas.  Salete confirmou que explorava sexualmente as garotas de programa, sempre sob o comando do proprietário do Motel. O Delegado disse ainda que “essa Operação foi possível graças à confiança que o Ministério Público local depositou na Polícia Civil de Realeza. A Promotora de Justiça, juntamente com sua assessora, acompanharam a Operação”.  Agora a Polícia Civil tem 10 dias para finalizar o procedimento investigativo e encaminhá-lo ao Fórum de Realeza, sendo que, conforme o Delegado “já há elementos suficientes contra o proprietário e a gerente do Motel pela prática reiterada de exploração sexual”.



Fonte:
Delegacia de Realeza
Edição: Paulo

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