Em ação rápida, policiais civis atuam no salvamento de criança em São José dos Pinhais 20/08/2026 - 14:55
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) auxiliou no atendimento de uma criança de um ano e três meses que apresentou um quadro de emergência durante uma ocorrência registrada na 1ª Delegacia Regional de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta quarta-feira (19). A atuação dos policiais foi fundamental para a identificação da situação e para o encaminhamento rápido da criança até uma unidade hospitalar.
O agente de polícia judiciária (APJ) Nikolas Cabral dos Santos estava trabalhando no cartório da unidade quando foi chamado para atender a ocorrência. No local, o policial civil Ronald Agner Silva já realizava manobras de desengasgo na criança, que estava em seus braços, enquanto os familiares aguardavam atendimento.
Nikolas recebeu a criança e deu continuidade às manobras. Durante a avaliação, percebeu que não havia saída de objeto ou secreção pela cavidade oral e que a criança continuava apresentando dificuldade para respirar. Ao conversar com o pai, foi informado de que ninguém havia presenciado a ingestão de algum objeto e que a criança havia se alimentado cerca de duas horas antes.
Nikolas é enfermeiro de formação e atuação e trabalhou durante cinco anos em pronto-socorro antes de ingressar na Polícia Civil. Atualmente, também é professor de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) Tático na Escola Superior da Polícia Civil (ESPC) e possui pós-graduação em APH Tático pela instituição.
“Ela aparentava estar engasgada, mas não saía nada. A manobra de desengasgo era repetida e, mesmo assim, ela continuava roxinha e apresentava uma pausa respiratória muito grande. Então, comecei a considerar que poderia não ser um engasgo”, explicou Nikolas.
Na sequência, a criança apresentou respiração superficial e ruidosa, pequenos movimentos nos membros superiores, olhar fixo e períodos em que deixava de respirar. Diante dos sinais, o policial passou a considerar a possibilidade de uma crise convulsiva, além de uma eventual obstrução parcial das vias aéreas.
Segundo Nikolas, a manifestação de uma crise convulsiva em crianças pequenas pode apresentar características diferentes das observadas em adultos. “A criança não necessariamente treme como um adulto. Ela pode ficar parada, com o olhar fixo, apresentar pequenos tremores nos olhos ou na língua e movimentos involuntários nos braços e nas pernas. Por isso, a reavaliação rápida foi importante para identificar que poderia se tratar de uma convulsão”, afirmou.
A equipe providenciou o transporte da criança até o Hospital São José. Os APJs Andrey Roberto dos Santos e Adriano Antônio Mroczek participaram do deslocamento, realizado em viatura caracterizada, com sinais sonoros e luminosos acionados. Nikolas permaneceu no banco traseiro com a criança e o pai durante o trajeto.
No caminho até o hospital, a criança apresentou movimentos involuntários nos membros superiores e flacidez na região cervical. O policial realizou a extensão da cabeça para auxiliar na passagem de ar e também realizou ventilação boca a boca, mantendo o atendimento até a chegada à unidade hospitalar.
“Percebemos que não se tratava apenas de um possível engasgo e que ela precisava de assistência respiratória. Em poucos minutos, a situação poderia se agravar. Por isso, a decisão foi levá-la imediatamente ao hospital”, relatou Nikolas.
Na unidade hospitalar, a criança apresentava pulso palpável, frequência cardíaca elevada e dificuldade respiratória. Após avaliação médica, foi identificado que o quadro correspondia a uma crise convulsiva. A criança permaneceu hospitalizada para atendimento e investigação.
Na manhã desta quinta-feira (20), Nikolas retornou ao hospital para verificar o estado de saúde da criança e foi informado de que ela estava se recuperando. Posteriormente, recebeu a confirmação de que a menina havia recebido alta e retornado para casa com a família.
O pai da criança, Luan Railo Sebestyam, agradeceu a atuação dos policiais e destacou a importância do atendimento prestado desde os primeiros momentos da emergência.
“Quero agradecer à Polícia Civil e a toda a equipe que ajudou a socorrer minha filha. Graças a vocês, ela está bem, teve alta hoje e está saudável. Graças à ajuda imediata de vocês, ela está salva e está aqui em casa comigo. Está medicada e está tudo certinho. Sou muito grato por tudo o que vocês fizeram”, afirmou.
Para Nikolas, o caso reforça a importância da capacitação dos profissionais da Segurança Pública em conhecimentos básicos de primeiros socorros e atendimento de emergência. Segundo ele, policiais podem ser o primeiro contato de uma pessoa em situação de emergência antes da chegada das equipes especializadas de atendimento médico.
“Entendo e destaco que o conhecimento básico de atendimento de emergência, aliado ao transporte rápido até uma unidade hospitalar, contribuiu significativamente para o atendimento da criança e para evitar o agravamento do quadro. Nós, da Polícia Civil, muitas vezes somos o primeiro contato com uma situação de emergência. Ter esse conhecimento básico pode fazer a diferença até a chegada do atendimento especializado”, ressaltou.
A atuação dos policiais permitiu que a criança recebesse atendimento desde os primeiros sinais apresentados, com a reavaliação da situação, a adoção de medidas de suporte e o deslocamento imediato até o hospital.



