Operação interestadual prende quatro membros de grupo especializado em furtos de celulares e extorsão digital 22/04/2026 - 15:21
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com as polícias civis de Santa Catarina (PCSC) e de Minas Gerais (PCMG), prendeu quatro pessoas suspeitas de integrar um grupo criminoso especializado no furto de aparelhos celulares em eventos, além de extorsão digital e receptação qualificada. A operação foi deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (22) no Paraná, Santa Catarina, São Paulo e em Minas Gerais.
Entre as medidas cautelares, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão (sendo três no Paraná, um em Santa Catarina e nove em Minas Gerais) que resultaram na apreensão de sete celulares e dois veículos. Ainda, foi cumprida uma ordem de bloqueio de R$ 100 mil ligados aos investigados.
A PCPR iniciou as investigações em abril de 2025 após prisões em flagrante de indivíduos executores de furtos de celulares em eventos e a interceptação de um transportador que portava aparelhos com destino ao litoral catarinense.
"A partir do levantamento de inteligência realizado pela equipe paranaense por meio de técnicas de investigação digital, foi possível identificar que o grupo era especializado em furtos de aparelhos em grandes eventos, tendo como foco principalmente as áreas VIPs", disse o delegado da PCPR Eduardo Kwasinski.
A PCPR identificou ainda que o grupo possuía ramificações consolidadas em três estados, desencadeando a necessidade de uma operação conjunta interestadual.
ORGANIZAÇÃO - A investigação verificou que o líder do grupo atuava em Minas Gerais. Ele seria o responsável por centralizar o financiamento do deslocamento dos executores e a revenda dos aparelhos em pontos comerciais estratégicos. Sua captura ocorreu após representação da PCMG pelo mandado de prisão.
O núcleo executor, composto por indivíduos do Paraná e Santa Catarina, era o responsável pela realização dos furtos em grandes eventos, bem como pela administração das bases de apoio e pelo transporte físico interestadual.
Outra equipe, especializada em engenharia social, era responsável por coagir as vítimas por meio de aplicativos de mensagens. Eles utilizavam identidades falsas (como se passar por policiais encarregados da recuperação do dispositivo ou por um falso Suporte Apple) ou faziam ameaças sérias para conseguir obter as senhas de acesso, permitindo assim a liberação do bloqueio de ativação dos aparelhos.
Segundo o delegado, a organização também atuava para ocultar rapidamente os lucros obtidos e evitar a fiscalização bancária. "Utilizavam criptomoedas para permitir a movimentação de valores de forma rápida e anônima, além de plataformas de apostas esportivas e "contas laranjas", empregadas para dissimular a origem dos recursos e efetuar o pagamento de despesas operacionais da equipe."
Os suspeitos foram encaminhados ao sistema penitenciário.






