PCPR, PMPR e Receita Estadual prendem 14 pessoas e apreendem 18 toneladas de fios em fiscalização integrada 03/09/2026 - 17:00

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), a Polícia Militar do Paraná (PMPR) e a Receita Estadual do Paraná (REPR) prenderam, até o momento, 14 pessoas e apreenderam 18 toneladas de fios durante uma fiscalização integrada realizada nesta quinta-feira (3), em 126 pontos ligados ao comércio e ao armazenamento de sucatas. O material apreendido representa um prejuízo estimado de R$ 635 mil. A operação continua em andamento.

Do total de presos, um foi capturado por mandado de prisão e os demais foram presos em flagrante. As prisões aconteceram em Curitiba, Campo Largo, União da Vitória, Paranavaí, Maringá, Santo Antônio da Platina, Ponta Grossa, Quedas do Iguaçu e Francisco Beltrão. O objetivo da ação é combater a receptação e a comercialização de fios e cabos de cobre furtados.

As equipes atuam em Curitiba e em outros 35 municípios da Região Metropolitana e do Interior. Dos pontos selecionados, 41 ficam na Capital, 24 na Região Metropolitana e 61 no Interior. A mobilização faz parte do trabalho permanente das instituições para reduzir a circulação de materiais de origem ilícita e atuar sobre a cadeia da receptação.

“Fiscalizações como esta atuam diretamente nos pontos que podem abastecer o mercado de produtos de origem criminosa. Ao verificar a procedência dos materiais e responsabilizar quem participa dessa cadeia, reduzimos o espaço para a receptação e contribuímos para prevenir novos furtos de fios e cabos”, afirma o delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach.

Durante a fiscalização, as equipes policiais verificam a procedência dos materiais encontrados, consultam registros e adotam as medidas de polícia judiciária nos casos com indícios de crime. A atuação ocorre simultaneamente em diferentes regiões do Estado.

“A capilaridade da Polícia Militar permite que as equipes atuem em diversos municípios ao mesmo tempo. Essa integração amplia o alcance da fiscalização e fortalece a resposta aos crimes que afetam a população e a prestação de serviços essenciais”, afirma o comandante-geral da PMPR, coronel Jefferson Silva.

Nos pontos fiscalizados, a REPR verifica a situação cadastral e fiscal das atividades relacionadas ao comércio e ao armazenamento de sucatas.

“A participação da REPR amplia o controle sobre esse segmento e permite verificar a regularidade dos pontos vistoriados. O trabalho conjunto protege quem atua dentro da legalidade e contribui para impedir que materiais de origem ilícita circulem no mercado”, afirma a diretora da REPR, Suzane Aparecida Gambetta Dobjenski.

Comprar ou vender fios e cabos de cobre furtados não é um negócio sem vítima: mantém os furtos lucrativos e amplia os prejuízos à população. A fiscalização fecha o cerco contra quem alimenta esse mercado. Os responsáveis são presos em flagrante. A receptação qualificada é punida com três a oito anos de reclusão e multa. O estabelecimento ainda fica sujeito ao cancelamento da inscrição estadual e à cassação do alvará de funcionamento.

O material apreendido é pesado, catalogado e vinculado aos respectivos procedimentos. As investigações seguem para identificar a origem dos objetos e outros envolvidos na receptação e na comercialização irregular.

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