PCPR alerta: recebeu uma ligação do banco pedindo Pix? Pode ser golpe 16/10/2026 - 10:25

O telefone toca. Do outro lado da linha, uma pessoa se apresenta como funcionário do banco e informa que uma tentativa de compra suspeita foi identificada na conta. Para impedir que o dinheiro seja descontado, orienta o cliente a realizar uma transferência via Pix para uma suposta conta de segurança. A situação pode parecer um procedimento bancário, mas é uma das estratégias utilizadas por criminosos no golpe da falsa central bancária.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) alerta a população sobre essa modalidade de estelionato, na qual os golpistas entram em contato por telefone ou aplicativos de mensagens, simulam atendimentos bancários e utilizam informações sobre supostas movimentações financeiras para obter senhas, códigos de verificação e transferências de dinheiro.

COMO IDENTIFICAR QUE A LIGAÇÃO É UM GOLPE? 

Imagine receber uma ligação informando que sua conta foi invadida e que todo o dinheiro pode ser perdido em poucos minutos. O atendente conhece procedimentos bancários, utiliza termos financeiros e apresenta uma solução: transferir o saldo para outra conta. É nesse momento que a vítima deve acender o alerta e interromper o contato. Segundo o delegado da PCPR Fernando Garbelini, nenhuma instituição bancária solicita transferências para proteger valores depositados. 

Esse tipo de golpe se utiliza de engenharia social para manipular psicologicamente a vítima, gerando sensação de medo e urgência, ao mesmo tempo que diminui o pensamento racional.

Além das transferências, os criminosos podem solicitar senhas, códigos de verificação e até a instalação de aplicativos no celular, sob a justificativa de realizar procedimentos de segurança. Esses programas podem permitir o acesso remoto ao aparelho e às informações bancárias da vítima.

E QUANDO A LIGAÇÃO PARECE SER DO BANCO? 

Mesmo quando o número exibido na tela aparenta pertencer a instituição financeira, a orientação é não fornecer informações pessoais ou bancárias durante o contato. “Banco não pede senha por telefone, não solicita código de segurança e nunca orienta o cliente a fazer Pix para proteger dinheiro. Também desconfie se pedirem para instalar aplicativo no celular. Isso pode permitir que o criminoso controle sua conta à distância”, alerta o delegado.

A PCPR orienta que, diante de uma ligação suspeita, o cidadão desligue, aguarde alguns minutos e procure a instituição financeira por meio dos canais oficiais, como o aplicativo do banco ou os telefones disponibilizados em seu site.

O QUE FAZER APÓS O GOLPE? 

Se a transferência já foi realizada, a vítima deve entrar em contato imediatamente com o banco e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), procedimento criado pelo Banco Central para auxiliar na recuperação de valores transferidos por Pix em situações de fraude.

O mecanismo permite que as instituições financeiras analisem a ocorrência e, quando identificados os requisitos para a devolução, realizem o bloqueio e a recuperação dos valores disponíveis. A solicitação, no entanto, não garante o ressarcimento do dinheiro. “Na sequência, registre boletim de ocorrência na Polícia Civil”, orienta.

No boletim de ocorrência, a vítima deve procurar informar os dados da transação, os números utilizados pelos suspeitos e outras informações que possam contribuir com a investigação. 

REGISTRO DE OCORRÊNCIA 

O boletim pode ser registrado pela internet, no site da PCPR, conforme a natureza do fato, ou presencialmente em uma unidade policial. Informações que possam auxiliar nas investigações e identificação de suspeitos também podem ser repassadas pelo telefone 181, do Disque-Denúncia.

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