PCPR indicia quatro pessoas por latrocínio de adolescente ocorrido em Ponta Grossa 15/01/2026 - 13:55

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito e indiciou dois homens e duas mulheres pelo latrocínio de Pedro Luis Scheifer de Souza, de 17 anos. O crime ocorreu na madrugada de 21 de dezembro de 2025, no bairro Uvaranas, em Ponta Grossa, na Região dos Campos Gerais.

As investigações, fundamentadas em sistemas de monitoramento por vídeo e áudio, afastaram completamente a tese de legítima defesa apresentada pelos autores. As imagens revelam o momento no qual grupo encurrala o adolescente em via pública, exercendo grave ameaça.

O delegado da PCPR Gabriel Munhoz explica que os suspeitos chegaram a alegar em seus interrogatórios que a vítima estaria consumindo crack voluntariamente com eles, porém a versão não ficou comprovada.

"Pedro Luis foi abordado e coagido sob ameaça de morte. Em áudios captados no local, é possível ouvir um dos agressores intimidando o jovem com frases como: "Eu sei onde você mora", "Eu sei que você tem dinheiro" e "Vale a pena você morrer em branco?", exigindo a entrega de valores e do aparelho celular."

A investigação não confirmou as alegações de que a vítima seria usuária de entorpecentes. Depoimentos de familiares e amigos, somados ao histórico escolar e social, confirmam que Pedro Luis Scheifer de Souza era um jovem de excelente índole, totalmente focado nos estudos.

Ainda, alguns dos envolvidos justificaram a violência como uma reação a uma suposta agressão por parte da vítima. "A versão é incompatível com a superioridade numérica do grupo, a perseguição iniciada pelos autores e o fato de que os golpes de faca continuaram mesmo após o adolescente já estar caído e indefeso", complementa.

Os quatro envolvidos foram indiciados pelo crime de latrocínio, tipificado do artigo 157, §3º, inciso II, do Código Penal. O relatório final aponta que todos agiram com comunhão de esforços, desde a abordagem inicial até a fuga conjunta e a ocultação de vestígios (troca de roupas e descarte de arma e celular). O caso agora segue para o Ministério Público.

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