PCPR inicia implantação-piloto do novo Sistema de Registro de Investigações 06/11/2026 - 16:05

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) inicia nesta sexta-feira (6) a implantação-piloto do Sistema de Registro de Investigações (SRI). A primeira unidade a utilizar a ferramenta é a de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Após a estabilização e a avaliação operacional no local, a implantação está prevista para o 13º Distrito Policial da Capital e, na sequência, para o Departamento de Combate aos Crimes Cibernéticos (DRCC).

O SRI começou a ser desenvolvido pela PCPR em 2022, diante da necessidade de evoluir o atual sistema de Procedimento de Polícia Judiciária Eletrônico (PPJe). "Embora o PPJe tenha atendido às necessidades institucionais, sua arquitetura e linguagem de programação chegaram a um limite para a incorporação de novas evoluções. Ao mesmo tempo, novas demandas sociais e tecnológicas passaram a exigir ferramentas capazes de apoiar uma atuação investigativa mais eficiente", afirma o delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach. 

A Divisão de Planejamento da PCPR coordenou o projeto desde o início. O desenvolvimento do software está sendo realizado pela Celepar, empresa contratada para essa finalidade. Nesta primeira entrega, o sistema contempla aproximadamente 80% do projeto.

FUNCIONALIDADES - Um dos principais recursos do SRI é a mesa de trabalho, ambiente virtual que reúne os procedimentos pelos quais delegados, agentes de polícia e estagiários são responsáveis, além daqueles em que receberam diligências ou tarefas. O sistema organiza as atividades conforme critérios como natureza, prioridade e prazo de vencimento, ajudando os profissionais a identificar o que precisa de atenção e a acompanhar o andamento do trabalho.

A ferramenta também oferece maior controle individual e gerencial dos procedimentos, dando visibilidade às prioridades e aos prazos das investigações. Entre os critérios considerados estão prioridades legais, como procedimentos com investigado preso ou que envolvam criança ou adolescente vítima. 

"A organização das tarefas e a automação de atividades repetitivas podem reduzir o tempo dedicado a rotinas operacionais e permitir que os policiais concentrem mais esforços nas etapas técnicas da investigação, que dependem de análise e atuação humana. A proposta é apoiar o trabalho dos profissionais e tornar mais eficiente a gestão do fluxo investigativo", explica o delegado da PCPR Silas Roque dos Santos, que está à frente do projeto.

Outro recurso é o motor de peças, que permitirá à própria Polícia Civil elaborar modelos de peças investigativas e atualizar os já existentes. A funcionalidade busca ampliar a autonomia da instituição e responder com mais agilidade às necessidades práticas e legais relacionadas à produção desses documentos.

O objetivo do SRI é aumentar a eficiência das atividades investigativas e aprimorar a efetividade da persecução penal. Com processos mais organizados, acompanhamento de prioridades e maior uso de automação, a expectativa é contribuir para investigações mais rápidas e efetivas, ampliar o número de procedimentos concluídos e melhorar a qualidade do trabalho investigativo. O SRI também permitirá monitorar indicadores da atividade policial.

"O resultado esperado vai além da rotina interna da instituição: investigações concluídas com maior eficiência podem contribuir para que mais pessoas responsáveis por ilícitos sejam identificadas e apresentadas à Justiça. O desempenho do sistema e sua contribuição para esses resultados serão avaliados durante o piloto", complementa.

PILOTO - O período de piloto deve durar aproximadamente seis meses. Nesse intervalo, a PCPR acompanhará a estabilidade e o funcionamento do sistema, bem como seus efeitos sobre a atividade investigativa. A avaliação considerará indicadores como a conversão de boletins de ocorrência em investigações, o índice de conclusão, a qualidade e a velocidade de conclusão das investigações.

Além da mesa de trabalho e do motor de peças, a primeira fase integra funcionalidades relacionadas aos procedimentos de vítima-testemunha protegida e de colaboração premiada, bem como pedidos de providências e cartas precatórias.

As próximas etapas do projeto preveem novas funcionalidades, entre elas a tramitação eletrônica direta de laudos entre a Polícia Científica e a Polícia Civil e o uso de inteligência artificial para otimizar a produtividade dos profissionais de segurança pública.

Após a conclusão da implantação nas três primeiras unidades policiais, o sistema será implantado nas demais unidades policiais do Estado.

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