PCPR prende mulher por produzir e comercializar vídeos de abuso contra o próprio filho na RMC 06/11/2026 - 10:57
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu uma mulher, de 38 anos, investigada pelos crimes de estupro de vulnerável e produção e compartilhamento de material de abuso sexual infantil envolvendo o próprio filho. A prisão aconteceu nesta sexta-feira (6), em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão.
A ação foi realizada após investigações que identificaram a participação da mulher em um esquema de produção e comercialização de vídeos de abuso sexual contra crianças.
As investigações tiveram início a partir da análise de aparelhos eletrônicos apreendidos em operações anteriores contra uma rede de exploração sexual infantil. Durante a perícia dos dispositivos, os policiais identificaram conversas que apontavam o envolvimento da investigada na produção e no envio de conteúdos ilegais.
Conforme as apurações, a mulher teria sido aliciada por meio de redes sociais, com a promessa de receber dinheiro em troca da produção de vídeos. A investigação identificou indícios de que ela aceitou a proposta e produziu ao menos sete gravações contendo abusos sexuais contra o próprio filho, que tinha 6 anos na época dos fatos.
A partir dos elementos reunidos e considerando que a criança ainda vivia na mesma residência que a investigada, a PCPR solicitou à Justiça a prisão preventiva da mulher e a autorização para realizar buscas no imóvel.
Os pedidos foram deferidos pelo Poder Judiciário e cumpridos nesta sexta-feira. Durante a ação, os policiais apreenderam aparelhos celulares, computadores e outras mídias eletrônicas, que foram encaminhados à Polícia Científica para análise pericial.
A criança foi afastada da situação de risco e encaminhada para atendimento e proteção pelos órgãos competentes, incluindo os procedimentos de escuta especializada.
Segundo o delegado da PCPR Leandro Vadalá Almeida, a prisão busca interromper os abusos e permitir o avanço das investigações para identificar os demais envolvidos.
“A ação de hoje desarticula uma conduta de extrema hediondez e interrompe imediatamente a exposição e o sofrimento de uma criança dentro de sua própria casa”, afirmou.
O delegado também destacou que as investigações continuam para identificar outras pessoas que possam ter participado do esquema criminoso.
“Não mediremos esforços técnicos, periciais e investigativos para alcançar todos os envolvidos nessa cadeia criminosa, desde os aliciadores até quem violar o dever legal de cuidar e proteger a infância em troca de qualquer proveito”, disse.
Após os procedimentos de polícia judiciária, a mulher foi encaminhada ao sistema penitenciário.
A PCPR segue com as investigações para identificar os responsáveis pelo aliciamento da suspeita e pela possível aquisição e distribuição dos materiais de abuso sexual infantil.
DENÚNCIAS – A PCPR orienta que casos de violência sexual contra crianças e adolescentes sejam denunciados. As informações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR, ou 181, do Disque-Denúncia.
Em situações de emergência ou quando o crime estiver acontecendo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.



