PCPR prende seis pessoas durante operação contra grupo que causou prejuízo de R$ 700 mil em empresas do Estado 05/03/2026 - 16:15

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu seis pessoas durante uma operação deflagrada nesta quinta-feira (5) contra uma organização criminosa especializada em aplicar golpes contra empresas do ramo de materiais de construção.A ação ocorreu em Curitiba, Colombo, Pinhais e Ponta Grossa e o prejuízo causado é superior a R$ 700 mil.

Segundo o delegado da PCPR Fabiano Oliveira, ao todo, 50 policiais civis participaram do cumprimento de 14 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e dez de busca e apreensão.

Durante a ação, dois alvos dos mandados de prisão preventiva foram capturados. Outras quatro pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de receptação e posse ilegal de munições. Dois investigados permanecem foragidos.

Nas diligências, os policiais apreenderam mais de R$ 5 mil em dinheiro, um revólver calibre .38 com munições, aparelhos eletrônicos, documentos e máquinas de cartão. Um veículo de carga utilizado pelo grupo também foi apreendido. Parte do material será encaminhada para perícia.

“Também foram recuperados materiais de construção e produtos elétricos, entre eles cerca de 1,5 mil luminárias de LED e conduítes. Os itens estavam armazenados e a polícia apura a origem dos produtos para identificar as vítimas”, explica o delegado. 

De acordo com as investigações, o grupo fazia contato com empresas por telefone ou redes sociais demonstrando interesse na compra de produtos. Em alguns casos realizava aquisições de menor valor para obter confiança. Em seguida, efetuava pedidos de maior valor utilizando cartões de crédito clonados, comprovantes falsificados de pagamento ou boletos adulterados.

Após a entrega dos produtos, as compras eram contestadas junto às instituições financeiras, o que resultava no bloqueio do pagamento e no prejuízo para as empresas. O transporte das cargas era realizado por freteiros contratados pelo grupo, que não tinham conhecimento da origem dos crimes. Os materiais obtidos eram revendidos a outras pessoas. A organização também utilizava documentos falsos ou de terceiros para abertura de contas e realização das compras.

As investigações começaram há cerca de quatro meses após o rastreamento de materiais metálicos desviados de uma empresa de locação. Parte dos produtos foi localizada em Curitiba, o que levou ao aprofundamento da apuração.

O grupo é investigado pelos crimes de estelionato eletrônico, falsificação de documentos públicos e privados, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, organização criminosa e receptação. As diligências continuam para identificar outros envolvidos. Todos os capturados foram encaminhados ao sistema penitenciário. 

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