PCPR prende três pessoas por venda de produtos e medicamentos furtados em Curitiba 14/05/2026 - 14:04

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu duas mulheres, de 25 e 30 anos, e um homem, de 28, por comércio ilegal de produtos furtados e medicamentos sem registro. A ação aconteceu nesta quinta-feira (14), em Curitiba.

As investigações tiveram início a partir de denúncias que apontavam para uma organização voltada à subtração sistemática de mercadorias em estabelecimentos comerciais e à posterior revenda dos produtos por meio de redes sociais e grupos de aplicativos de mensagens com centenas de integrantes.

No decorrer das diligências, os policiais constataram que uma das pessoas investigadas administrava ativamente grupos de vendas nas redes sociais para comercializar abertamente produtos de origem criminosa. " A suspeita chegou a anunciar publicamente, em áudios e vídeos, que se tratavam de mercadorias 'roubadas'. A ousadia da investigada era tamanha que ela estava em vias de inaugurar uma loja física para comercializar os produtos furtados", explica o delegado da PCPR Fabiano Oliveira.

A operação desta quinta-feira visou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo de Garantias de Curitiba, após representação da autoridade policial.

Durante as diligências, foram recuperados e apreendidos numerosos produtos, entre os quais roupas, calçados, perfumes, hidratantes, shampoos, suplementos alimentares, sabonetes, desodorantes e diversos itens para cuidados capilares, todos com indícios de origem espúria, e vários deles sujeitos à fiscalização da ANVISA. 

Durante as investigações, foi constatada a comercialização de medicamentos para emagrecimento, mas durante as buscas não houve localização desses materiais.

Os investigados responderão, além dos furtos e da associação criminosa, por crime contra a saúde pública, nos termos do artigo 273, §1º-B, I, do Código Penal, podendo as penas, somadas, superar o patamar de 14 anos de reclusão.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes e beneficiários da rede criminosa e a origem e o destino de toda a mercadoria desviada.

Uma das mulheres, que se encontrava com um bebê de apenas 12 dias de vida, foi liberada após o pagamento de fiança. Os demais foram encaminhados ao sistema penitenciário.

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