PCPR prende homem por manter mulher em cárcere privado em Iporã 07/01/2026 - 13:35
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu um homem, de 29 anos, em flagrante por manter uma mulher, de 23, em cárcere privado por nove dias. Ele foi capturado nesta terça-feira (6), em Iporã, no Noroeste do Estado.
Na segunda-feira (5), o pai da vítima compareceu à unidade policial para relatar o desaparecimento. Segundo ele, a filha havia deixado de dar notícias no dia 28 de dezembro de 2025 e, desde então, os familiares não conseguiram mais contato telefônico com ela.
O homem ainda relatou que a última informação recebida era de que o ex-companheiro da vítima, o qual já a havia ameaçado de morte, teria ido buscá-la em sua residência naquela data.
"Após diligências e levantamento de informações, chegamos ao endereço do ex-companheiro, indivíduo que faz uso de tornozeleira eletrônica em razão de medida protetiva deferida em procedimento anterior de violência doméstica praticado contra a mesma mulher", explica a delegada da PCPR Amanda Moreira Pacheco.
Ao chegar à residência, em um primeiro momento, o investigado afirmou que a vítima não se encontrava no local. Contudo, após conversa com os policiais, ele admitiu que a vítima estava dentro de um dos quartos da residência.
A vítima foi resgatada e encaminhada à Delegacia de Polícia. Já em ambiente seguro e distante do autor, relatou que estava sendo ameaçada, que o investigado havia quebrado seu celular e que a estava impedindo de sair da residência e de manter contato com seus pais.
Diante dos fatos, o homem recebeu voz de prisão em flagrante pelos crimes de cárcere privado e ameaça. Após os procedimentos de polícia judiciária, ele foi encaminhado ao sistema penitenciário.
DENÚNCIAS - A PCPR reforça o compromisso com a proteção de mulheres, crianças, idosos e outros grupos vulneráveis. A população pode contribuir no combate à violência por meio de denúncias anônimas ligando no telefone 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia.
Mulheres vítimas de violência podem registrar boletim de ocorrência no site da PCPR, sem precisar sair de casa. O registro é essencial para interromper o ciclo de violência e para que a PCPR inicie as investigações.



